Conforme
roteiro desta postagem, localizamos um colégio que se enquadra em 2 épocas:
Império e República.
No trajeto para o Rio Grande do Sul,
houve-se subitamente um horrível estrondo, acompanhado de um abalo aterrador do
Calderon ( navio que viajavam as irmãs
franciscanas). Quebrara o leme e o navio flutuava à deriva. Faltava água
potável e a provisão de alimentos começava a escassear. Um grande medo apoderou-se de todos. Se houvesse
tempestade, as ondas do mar tragariam o navio com tudo e com todos
que nele estavam. Mas eis que em 19 de
março, dia dedicado a São José, a quem as Irmãs haviam recorrido, prometendo-lhe chamar de Colégio São José a primeira escola
que haveriamde fundar no Brasil, o perigo cessou. Apareceu um navio vindo da
Argentina, que arrastou o Calderon, de
reboque, de volta ao Rio de Janeiro. Lá o Camões recolheu os passageiros do
navio sinistrado e levou-os até Rio Grande/RS. Porfim, o navio Dom Pedro II
completou a viagem, ancorando em Porto Alegre, onde
desembarcaram, em 31 de março, dia da Páscoa.
Mas o destino era São Leopoldo/RS. As Irmãs lá chegaram a 2 de abril de 1872 e,
no dia 5, compareceram 23 alunas para o primeiro dia de aula. Não havia as
necessárias salas disponíveis, e as aulas do jardim da infância foram dadas ao
ar livre, à sombra de uma laranjeira, ao lado do casebre que lhes fora
oferecido para moradia.( IMPÉRIO )
Em 1884, quando o Colégio já estava
localizado ao lado da Igreja Matriz, começou a receber alunas do Rio de
Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Uruguai e Argentina, de modo que,
em poucos anos a Escola já contava com
137 alunas internas e muitas externas. Durante seus
primeiros 50 anos, o Colégio São José funcionou às margens do Rio dos
Sinos, ao lado do Ginásio
Conceição, dos Padres Jesuítas.
No ano de 1923 ( REPÚBLICA ) ocorreu a
mudança das margens do Rio dos Sinos para a Colina do Monte Alverne, onde está
atualmente.
Métodos de
ensino na escola portuguesa:
a Revista
Escolar (1923-1926)
O presente
texto tem por objetivo verificar, a partir de um exemplo tópico, a constituição
de uma dada modalidade do debate pedagógico, que toma como eixo organizador a
ideia de técnica de ensino. Pensar metodologias para se ensinar requer algum
diálogo com a dimensão didática do debate pedagógico. Sob tal hipótese de
trabalho, procurou-se efetuar leitura crítica da Revista Escolar, publicada em
Portugal nos anos 20 do século passado. O estudo centrou-se especificamente nos
volumes
compreendidos
entre 1923 e 1926.
Tratava-se,
em certo sentido, de estimular os professores à leitura da revista. Com isso,
acreditava-se ensinar a ensinar (CARVALHO, 2001, 2006;BITTENCOURT,1993).
A criança
e o aluno na escola
Sou, portanto, de opinião que a
criança, ao entrar para a escola, deve levar uma
ardósia com o respectivo ponteiro, para iniciar logo os riscos, repetindo-os até saírem perfeitos. Só o exercício frequente dá a necessária firmeza à mão. Feitos os riscos bem, passa-se aos outros elementos, tendo, contudo, o cuidado de não dar à criança a ideia de que está a cumprir uma obrigação. Quando o professor vir que a criança já é capaz de fazer as letras, inicia então o ensino delas, pela leitura de palavras de muito fácil pronúncia e escrita, tais como: pá, pé, pó, pua, etc. É da máxima vantagem que a escrita acompanhe sempre a leitura (NOBRE, 1923, p. 258).
ardósia com o respectivo ponteiro, para iniciar logo os riscos, repetindo-os até saírem perfeitos. Só o exercício frequente dá a necessária firmeza à mão. Feitos os riscos bem, passa-se aos outros elementos, tendo, contudo, o cuidado de não dar à criança a ideia de que está a cumprir uma obrigação. Quando o professor vir que a criança já é capaz de fazer as letras, inicia então o ensino delas, pela leitura de palavras de muito fácil pronúncia e escrita, tais como: pá, pé, pó, pua, etc. É da máxima vantagem que a escrita acompanhe sempre a leitura (NOBRE, 1923, p. 258).
A
profissão de professor:
vocação,
experiência e método
De todas as
profissões que o homem exerce, a de professor é a mais difícil: nenhuma exige
mais perspicácia, mais ciência, mais coração; a nenhuma são tão indispensáveis
a viveza da inteligência, a retidão do caráter, a sociabilidade prendedora e
afável (CORREIA, 1926, p. 257).
Cada aluno –
e o professor precisa ter sempre este preceito presente – se educa de sua
maneira. É indispensável reagir contra a velha tendência para tratar uniformemente
naturezas diversas. Urge contrariar a propensão ainda bastante geral para
designar como estúpidos os alunos menos aplicados sem prévia análise das causas
determinantes – físicas, mentais ou morais – do seu desafeto ao estudo, e sem a
natural consideração de que a inteligência é um capital aumentável pela ação
pedagógica. Não há nunca indivíduos universalmente incapazes; nem os idiotas
são inábeis para todas as profissões ou misteres (CORREIA, 1926, p. 266).





Fiquei devendo quanto ao entendimento no tópico revista escolar. Me pareceu um pouco fora de contexto. Muda muito a forma de escrita da postagem. Se for para elucidar a forma de ensino daquela época da inauguração, acho que deve ter uma introdução sobre a fonte...a primeira parte achei muito boa...
ResponderExcluirFiquei devendo quanto ao entendimento no tópico revista escolar. Me pareceu um pouco fora de contexto. Muda muito a forma de escrita da postagem. Se for para elucidar a forma de ensino daquela época da inauguração, acho que deve ter uma introdução sobre a fonte...a primeira parte achei muito boa...
ResponderExcluirBotei esta parte pra citar como era naquela epoca como solicitado na tarefa.. o problema é que no texto original é muito extenso e complicado de entender.. por mim retiro ,, alguma sugestão pra encher linguiça???
ExcluirJuliano,
ExcluirAs colocações da segunda parte do artigo publicado são válidas. São citações que elucidam o pensar sobre a profissão do professor, a estilo da época passada, e também de um pensar em como o ensino, em tempos antigos, deveria conduzir o aprendizado dos jovens. A meu ver, dentro do que conseguimos, em semanas tão cheias de conteúdo para estudo, está de bom tamanho. Por mim pode ser esta a nossa segunda publicação.
Cristiano Gularte - Pólo Novo Hamburgo
Nosso grupo
Sim eu gostei.Historia de qualquer jeito eu leio absorvo e fico feliz que tenha pra eu ler pois sou pessima em pesquisa.
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ResponderExcluirComo assim??Desconhecido?Jesus!É cada um que aparece e desaparece!!Adoro história e tudo que fala dela eu gosto muito de ler.Mas tambem gosto de conversar com quem escreveu.Vou ler e já doumeu parecer.kkk
ResponderExcluirTem a foto do ginásio em 1990
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