quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Ivi Maraé em 2014???

Caros amigos, não foram poucos de vocês que vieram me perguntar quando o grupo volta.
Não só ex integrantes mas principalmente muitos conhecidos de outras entidades que lamentam e sentem falta de nos ver em seus eventos e principalmente dando espetáculo no tablado.
Aqui vai minha ideia e meu parecer sobre isso acontecer.

Sempre fui muito pé no chão cm relação a tudo que faço ou planejo, portanto não pretendo voltar com o grupo sem 2 fatores imprescindíveis: Um galpão , pois com ele temo lugar pra ensaios e promoções e assim manter o grupo com eventos e dinheiro em caixa. o segundo item é algo que já estou trabalhando DINHEIRO.

Creio que desanimei muitos  agora né, mas aqui vai a parte boa, lembram que anos atrás fomos contemplados no Orçamento participativo do município com uma verba para construção do galpão, pois é, estou em contato com esta secretaria e digo que vejo esta projeto saindo do papel num futuro bem próximo.
Mas e quanto a grana o que fazer? Nesta questão já entrei em contato com um produtor cultural pra elaborar  um projeto e para que possamos arrecadar verba de empresas e poder nos manter , e também poder investir em nossos grupos.
Estas coisas que estou dizendo espero que fique só entre nós de casa, pois sabem como é o olho grande , vamos nos conversar mas sem estardalhaço , com calma e pelas beiradas.

Creio que sem estes requisitos acima não temos como pensar em voltar com grupo , pois sei que muitos assim como eu tem saudade e muita vontade de dançar ou ao menos estar envolvido no grupo de novo.

Estou sempre aqui à espera de criticas e novas ideias que possam nos ajudar a dar o próximo passo e o quanto antes retornarmos com nosso IVI.


"A NOSSA MAIOR GLÓRIA NÃO RESIDE NO FATO DE NUNCA CAIRMOS, MAS SIM EM LEVANTARMO-NOS SEMPRE DEPOIS DE CADA QUEDA."                                    
Confúcio.

sábado, 16 de novembro de 2013

Colégio São José – São Leopoldo / RS

 Conforme roteiro desta postagem, localizamos um colégio que se enquadra em 2 épocas: Império e República.         
O Colégio São José foi o primeiro estabelecimento fundado no Brasil   pelas Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã da Terceira Ordem   Regular de São Francisco de Assis.
          No trajeto para o Rio Grande do Sul, houve-se subitamente um horrível estrondo, acompanhado de um abalo aterrador do Calderon ( navio que viajavam as  irmãs franciscanas). Quebrara o leme e o navio flutuava à deriva. Faltava água potável e a provisão de alimentos começava a escassear. Um grande    medo apoderou-se de todos. Se houvesse tempestade,  as ondas do mar       tragariam o navio com tudo e com todos que nele estavam. Mas eis que em   19 de março, dia dedicado a São José, a quem as Irmãs haviam recorrido,      prometendo-lhe    chamar de Colégio São José a primeira escola que haveriamde fundar no Brasil, o perigo cessou. Apareceu um navio vindo da Argentina,  que arrastou o Calderon, de reboque, de volta ao Rio de Janeiro. Lá o Camões recolheu os passageiros do navio sinistrado e levou-os até Rio Grande/RS. Porfim, o navio Dom Pedro II completou a viagem, ancorando em Porto Alegre,    onde  desembarcaram, em 31 de março, dia da Páscoa.

           Mas o destino era São Leopoldo/RS. As Irmãs lá chegaram a 2 de abril de 1872 e, no dia 5, compareceram 23 alunas para o primeiro dia de aula. Não havia as necessárias salas disponíveis, e as aulas do jardim da infância foram dadas ao ar livre, à sombra de uma laranjeira, ao lado do casebre que lhes fora oferecido para moradia.( IMPÉRIO )
Esta é considerada como a data de fundação do Colégio São José.
       Em 1884, quando o Colégio já estava localizado ao lado da Igreja Matriz, começou a receber alunas do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Uruguai e Argentina, de modo que, em poucos anos  a Escola já contava com 137 alunas    internas  e muitas externas. Durante seus primeiros 50 anos, o Colégio São José funcionou às margens  do Rio dos Sinos, ao lado  do Ginásio Conceição, dos Padres Jesuítas.
No ano de 1923 ( REPÚBLICA ) ocorreu a mudança das margens do Rio dos Sinos para a Colina do Monte Alverne, onde está atualmente.
O novo São José, rodeado por muito verde e belas paisagens, surgiu das adaptações feitas no  prédio onde funcionava o Sanatório Santa Elisabeth, transferido para o prédio ao lado. Aos poucos, a construção foi sendo ampliada com novos pavilhões para acolher a juventude cada vez mais numerosa.Assim, o grão de mostarda,   semeado pelas primeiras Irmãs que vieram ao Brasil a serviço da Educação das crianças e da juventude, deu inicio ao Colégio São José que, sustentado pelo “Deus Proverá” de Madre  Madalena Damen, lança suas esperanças e seus frutos para a sociedade.
Métodos de ensino na escola portuguesa:
a Revista Escolar (1923-1926)
O presente texto tem por objetivo verificar, a partir de um exemplo tópico, a constituição de uma dada modalidade do debate pedagógico, que toma como eixo organizador a ideia de técnica de ensino. Pensar metodologias para se ensinar requer algum diálogo com a dimensão didática do debate pedagógico. Sob tal hipótese de trabalho, procurou-se efetuar leitura crítica da Revista Escolar, publicada em Portugal nos anos 20 do século passado. O estudo centrou-se especificamente nos volumes
compreendidos entre 1923 e 1926.
Tratava-se, em certo sentido, de estimular os professores à leitura da revista. Com isso, acreditava-se ensinar a ensinar (CARVALHO, 2001, 2006;BITTENCOURT,1993).
A criança e o aluno na escola

Sou, portanto, de opinião que a criança, ao entrar para a escola, deve levar uma
 ardósia com o respectivo ponteiro, para iniciar logo os riscos, repetindo-os até saírem perfeitos. Só o exercício frequente dá a necessária firmeza à mão. Feitos os riscos bem, passa-se aos outros elementos, tendo, contudo, o cuidado de não dar à criança a ideia de que está a cumprir uma obrigação. Quando o professor vir que a criança já é capaz de fazer as letras, inicia então o ensino delas, pela leitura de palavras de muito fácil pronúncia e escrita, tais como: pá, pé, pó, pua, etc. É da máxima vantagem que a escrita acompanhe sempre a leitura (NOBRE, 1923, p. 258).
A profissão de professor:
vocação, experiência e método
De todas as profissões que o homem exerce, a de professor é a mais difícil: nenhuma exige mais perspicácia, mais ciência, mais coração; a nenhuma são tão indispensáveis a viveza da inteligência, a retidão do caráter, a sociabilidade prendedora e afável (CORREIA, 1926, p. 257).

Cada aluno – e o professor precisa ter sempre este preceito presente – se educa de sua maneira. É indispensável reagir contra a velha tendência para tratar uniformemente naturezas diversas. Urge contrariar a propensão ainda bastante geral para designar como estúpidos os alunos menos aplicados sem prévia análise das causas determinantes – físicas, mentais ou morais – do seu desafeto ao estudo, e sem a natural consideração de que a inteligência é um capital aumentável pela ação pedagógica. Não há nunca indivíduos universalmente incapazes; nem os idiotas são inábeis para todas as profissões ou misteres (CORREIA, 1926, p. 266).